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Procura pela telemedicina cresce, mas setor ainda enfrenta desafios

Agência Brasil

De 2020 a 2022, foram realizadas 11 milhões de consultas remotas

A tecnologia acabou com as fronteiras de comunicação entre as pessoas, que hoje podem mandar mensagens instantâneas e fazer ligações em tempo real, independentemente da localização. A telemedicina, que permite consultas à distância por meio de videochamada, é uma alternativa prática e econômica, que leva orientações, diagnósticos, emissão de receitas e atestados com a mesma validade do atendimento presencial. O empresário Guilherme Gimenes recorre a diversas especialidades de saúde por meio desta modalidade.

“Os prós é a praticidade, a facilidade, a rapidez. E os contras são, às vezes, a dificuldade de conectividade entre o paciente e o médico. E, alguns casos, não tem como resolver on-line”.

Um ano após a regulamentação da telemedicina no Brasil, houve um salto de 172% no uso do serviço. De 2020 a 2022, foram realizadas 11 milhões de consultas remotas. Em 2023, foram mais de 30 milhões. Apesar das vantagens, este é um segmento que ainda enfrenta desafios. Dante Gambardella, especialista em gestão clínica, fala sobre os principais desafios das teleconsultas.

“Os principais desafios são, em especial, acesso ao Wi-Fi, alguns tipos de equipamento, computador, uma câmera. E fazer com que a cultura dentro dessas UBSs possa ser alterada para que haja uma agenda reservada segura no contato dos profissionais médicos dessas localidades e dos pacientes com os nossos especialistas”.

A pandemia do novo coronavírus, maior crise sanitária do século XXI, que começou em março de 2020, foi um divisor de águas para este segmento. A telemedicina foi essencial para que pessoas pudessem continuar os tratamentos e prevenir doenças durante o distanciamento social.

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