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EUTANÁSIA. UM TEMA DELICADO

Desde os primórdios, nós, reles seres vivos (sejam humanos ou animais) nunca conseguimos lidar com a morte (salvo raras exceções). A morte sempre foi algo de muito questionamento, curiosidade, mas principalmente temor. Diferentes crenças e culturas e da mesma forma a ciência vem andando pelo mesmo caminho, de explicar o que é este processo e o que nos espera depois. O espiritismo acredita na evolução humana a cada reencarnação. Tragédias seriam ciclos necessários para compensar erros de outras vidas. Já no cristianismo, seja ele católico ou protestante, vê-se os caminhos do paraíso ou do inferno como aqueles a serem traçados, a depender de como fostes no período terreno.

Mas seja de maneira A ou B, a morte é um fim do ciclo material nesta dimensão terrena, e a tristeza é indissociável a tristeza, principalmente quando este é nosso pai, mãe, filho ou filha, marido ou esposa. Não é difícil ver até animais se mostrarem desesperadora ao se deparar com um amigo seu deixando a vida. Por mais que saibamos que o nosso destino final seja o mesmo para todos, ricos e pobres, pretos e brancos, homens e mulheres, pois mais que falemos da boca pra fora que devemos nos preparar para tal situação, a verdade é que nunca estamos verdadeiramente preparados para tal desfecho.

Contudo, existem casos específicos que de primeiro momento nos deixam chocados e perpléxos. A depressão tem sido considerada por muitos como o mal do século, e não a toa, especialmente no período pós-pandêmico, onde houve um crescimento de 25%. Tal dado alarmante fez com que a OMS alertassr que que a depressão pode se tornar a doença mais comum no mundo até 2030. O stress do dia-a-dia, a pressão da vida adulta, dentre outras coisas, tem sido fatores preponderantes para este crescimento.

Mas há casos muito mais tristes, onde a depressão pode ter um ponto inicial específico, e este provavelmente tenha sido o caso da jovem espanhola de 25 anos, Noelia Castillo Ramos, em que, por mais que temha tido uma pré-adolescência um tanto quanto confurbada pela relação de seus pais, foi pela tutela do estado em que aconteceu a pior negligência já sofrida na vida da menina. Em 2015, em um abrigo, que Noelia fora estuprada por jovens desumanos. Desde então, seu psicológico nunca mais foi o mesmo. Tentou tirar a própria vida atirando-se de um prédio de cinco andades, donde sobreviveu, mas ficou com paraplegia e uma dor insuportável. Desde então, então, lutou por eutanásia, contrariando seu pai que entrou na justiça para impedir. Somente agora, após a justiça entender que o pedido dela se enquadrava nos requisitos para a liberação, Noelia passou pelo procedimento e faleceu na última quinta-feira. Neste caso, é de se revoltar contra um estado que tomou para si a responsabilidade pelo cuidado da menina, para depois, então negligenciar em um abuso coletivo. E o que dizer então destes criminosos que atentaram com uma garota de apenas 15 anos para simplesmente satisfazerem seus desejos espúrios? Assassinos! Eles selaram este trágico destino!

Saindo da especificidade do caso de Noelia, onde foi uma situação provocada por gente que não é humana em empatia, há um caso no Brasil onde a eutanásia foi bastante pedida por uma outra jovem que chegou a pretender juntar dinheiro para se mudar para a Suiça para realizar o procedimento. Carolina Arruda convive com a neuralgia do trigêmeo desde os 16 anos. Segundo os relatos de Carolina, a dor que afeta principalmente o lado esquerdo do rosto, começou de forma súbita enquanto ela estava sentada no sofá da casa da sua avó. O surgimento da condição coincidiu com um período em que ela estava grávida e se recuperava de um quadro de dengue.

Em um momento de profunda descrença, implorou por ajuda financeira para sua mudança de país.

Hoje, ela conseguiu um tratamento do qual deu um certo alívio possibilitando até sua volta aos estudos de veterinária. Sobre a eutanásia, Carolina decidiu esgotar todas as possibilidades de tratamento no Brasil antes de tomar qualquer decisão definitiva, mantendo-se esperançosa com os novos protocolos médicos.

A eutanásia não é permida no Brasil e estes dois casos geram bastante repercução e debate sobre livre escolha, e morte com dignidade. Contudo, há de convirmos o quão delicado é falar sobre o tema.

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