
Por Everton Batista – Centro Espírita Ponto de Luz Chico Xavier – Torres/ RS
Dissemos que todos somos médiuns, uns mais e outros menos. A mediunidade é a faculdade humana natural, que possibilita o indivíduo o intercâmbio com o mundo espiritual, sendo a comunicação entre os dois planos da vida. Sabemos que os humanos sempre estiveram em comunicação com os espíritos, na Bíblia há vários relatos dessa comunicação, na doutrina espírita os espíritos entram em comunicação com os médiuns mais ostensivos para dar a veracidade da imortalidade da alma, a continuidade da vida e a possibilidade de intercâmbio entre os dois planos, o visível e o invisível.
A mediunidade aparece em todas as épocas da existência humana aqui na Terra. Tanto em desenhos feitos nas cavernas pelos povos da pré-história, em rituais de sepultamentos diversos como os egípcios que mumificavam os seus entes queridos com o intuito de preservar o corpo para quando o espírito retornasse ao mundo dos vivos. Na antiguidade os médiuns eram chamados de oráculos e pitonisas sendo respeitados dentre os povos da época. Na idade média foram chamados de bruxos e bruxas e foram queimados em fogueiras em praça pública pela inquisição da igreja católica apostólica romana.
Hoje na atualidade sabemos que a mediunidade é uma faculdade natural do ser, reconhecida em muitos lugares do mundo, respeitada por muitos mas também negada por aqueles que desconhecem a comunicabilidade dos espíritos mesmo com tantas evidências e comprovações em todas as partes do planeta Terra. Aqueles que negam estão aprisionados em dogmas e crenças de uma religião que manteve e mantém muitos ainda sob um véu da ignorância, pois não será fácil mudar algo que vem a milênios sendo passado de geração a geração como o que é certo, mesmo com tantas evidências de atrocidades e mortes em prol desse véu.
Os objetivos da mediunidade já nos disseram os espíritos, é a comprovação da sobrevivência da alma, transmissão de conhecimento entre o mundo visível e o mundo invisível, oportunidade de esclarecimentos e consolos e a oportunidade de sempre aprender com os nossos erros, a fim de evoluirmos em cada reencarnação, nos mostrando que a vida não se limita apenas nesse mundo. Importante deixar claro que a mediunidade e a faculdade é uma só, manifestando de diversas maneiras, por isso a dissemos que todos somos médiuns, até aqueles que sentem as coisas já tem algum tipo de mediunidade, que é a mediunidade sensitiva.
A mediunidade se distingue entre mediunidade de efeitos físicos, que são objetos que se movem, ruídos, deslocamentos, materialização de espíritos entre outros, também pode ser a mediunidade de efeitos intelectuais, que são transmitidas através da psicografia que é o que o espírito utiliza das mãos do médium para escrever a mensagem ou da psicofonia, quando o espírito se utiliza dos órgãos vocais do médium. Importante haver muito estudo do médium para se preparar de maneira equilibrada e para não se deixar levar pelos espíritos de uma ordem não tão elevada, lembremos que os bons espíritos vêm instruir o homem sobre seus destinos futuros, a fim de o reconduzir na via do bem, e não para lhe poupar o trabalho material que ele deve cumprir neste mundo para seu adiantamento, nem para favorecer sua ambição e sua cupidez.
Muita Paz e Luz.


