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Quandos os ditos “loucos” estão imbuídos de razão

Não é de hoje que palavras-chave como “teóricos da conspiração”, “negacionistas”, “chapéus de alumínio” são verdadeiros inseticidas para inícios de debates para qualquer assunto. Muitas vezes, utilizando-se de ad hominem, já de antemão, descredibiliza-se o oponente de ideias por apresentar temas desconhecidos do grande público.

Isso não é de hoje. Pessoas comuns costumam não crer no que não é passado em veículos tradicionais de comunicação, e aqueles do alto escalão usam estes jargões como método de despiste ou como “cortina de fumaça”.

Essa tratativa de quem trás novos temas (e estes extremamente sensíveis e perigosos de serem tocados) como louco não é de hoje e os anos 90 nos evidencia através da denúncia da existência do Foro de São Paulo, uma organização que visava a união das esquerdas sul-americanas vislumbrando um possível futuro socialista em nosso continente latino. Olavo foi absolutamente descredibilizado pela imprensa nacional. Lula, sendo um dos principais envolvidos juntamente com Fidel Castro negava publicamente qualquer mísero fragmento do que pudesse ser “esse tal Foro de São Paulo”. Já nos tempos atuais, se esquecendo ou não se importando com suas posições antigas de acortinar o grupo, Lula não só admite a fundação, como ela se deu, etc… bem como, faz bravatas em cima do que pretendiam e pretendem. O “louco” falava, a imprensa e os até então, supostos envolvidos desmentiam, e hoje a inatituição tem site, com data e tudo.

Em outubro de 2022, Damares Alves foi também escanteada por seus alertas referentes a Marajó. O que vimos depois foi que ela tinha razão, e a localidade abrigava um dos casos mais perturbadores de casos de abusos sexuais infantis, muitas das vezes consentidos pelos próprios pais em trocas de favores financeiros ou alimentares.

Hoje, através dos documentos tornados públicos do abominável caso Jeffrey Epstein, vemos mais uma vez repetir-se o desacortinamento de “teorias de gente louca”. Talvez, só talvez, os loucos enxerguem muito mais a frente dos comuns, e que fique o aprendizado: antes de já julgar banal, escute o argumento todo e o por que de ter este posicionamento. Isso pode levar a uma terrível surpresa, mas uma surpresa que desmascara o mundo de fantasia em que nós pessoas comuns vivemos. A verdade deve estar acima do conforto da ignorância.

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