
Qual pessoa não se derrete ao ver um animalzinho indefeso pedindo carinho? Alguns chegam a perder a compostura e a falar com o bichinho como se criança fosse. Não é incomum que pessoas não se importem ao se sujarem ao dar carinho à um vira-lata de rua. Outros, vão mais além, chegam a dispor do seu tempo e dinheiro para salvar e dar uma vida melhor a estes seres.
Contudo, como na vida não são só flores, há casos diametralmente opostos, onde mentes doentias por algum motivo vêem um sádico divertimento no sofrimento alheio a quem não ofereceu nem 1% de risco ao torturador.
Com raras exceções, de tiranos como Hitler e Putin, que têm empatias por animais e repulsa por certos grupos de pessoas, a regra, por proporção dos acontecimentos e por estudos científicos como Northeastern University, de 1997 é que a violência escalona. Ela tem por ponto de partida os maus tratos aos animais e têm fortíssima tendencia a atingir pessoas, e esse dado é alarmante: segundo o estudo, quem pratica qualquer tipo de abuso contra animais, tem 5 vezes mais chances de cometer crimes violentos contra seres humanos; 70% destes, tinham pelo menos um registro criminal; e pelo menos 40% já haviam crimes violentos com seus semelhantes.
O FBI em outro estudo também chegou a um resultado semelhante: identificou que um histórico de tortura animal na infância era um traço comum em quase todos os perfis de assassinos em série analisados. Devido a isso, o FBI passou a classificar a crueldade contra animais como um “crime contra a sociedade”. E de fato, não é para menos.
O Brasil vive grandes dilemas, e as ideologias presentes hoje na nossa sociedade norteiam a maioria destes. Fica o questionamento de onde está a lógica, onde está o sentido, de menores poderem votar e até trocarem de sexo, sem que também assumam responsabilidades por seus atos criminais? Afinal, não podemos dizer que uma mudança hormonal artificial com pouca chance de um sucesso em uma regressão em caso de arrependimento e até mesmo o voto não sejam grandes responsabilidades (a primeira, individual, a segunda, coletiva) não sejam grandes responsabilidades que o estado têm dado respaldo a essas decisões tomadas por menores. E por fim, é mais do que claro que, tais atos cruéis não são cometidos por falta de discernimento, mas sim por traços de psicopatia que beiram o impossível de não serem cometidos novamente após passado o “portal” da responsabilidade dos 18 anos completados.
O Orelha não teria como ter a mínima dimensão do quão o seu nome ecoa por justiça e o quão mártir se tornou. Pena ter de ter sofrido imensamente para que esse tema e sobre suas possíveis resoluções (punições, tratamentos preventivos em primeiros traços psicóticos ou sociopáticos, etc…) acontecessem em âmbito nacional. Que o povo brasileiro e os nossos representantes saibam fazer bom proveito desse momento para promoverem mudanças reais e necessárias, para que a vida de Orelha e de tantos outras pessoas e animais não sejam em vão.



