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Lula se voltaria justo contra parceiros de “diálogos cabulosos”?

Após Trump intervir na Venezuela por conta do narcoestado que se tornou o país após as Eras Chavez/Maduro, e ao tomar providências contra o Irã depois de claramente a teocracia islâmica ameaçar os Estados Unidos (valendo lembrar que quem começou todo o mais recente caos no Oriente Médio, agora está neutralizado e quietinho no canto dele, o Hamas), o Brasil passa a ser pauta do governo estadunidense. Estaria Trump, completando um álbum de figurinhas ao imiscuir-se e derrubar um líder de cada país por mês? Dois meses se passaram e dois líderes caíram como peças de dominó.

Pois bem, após muitos questionamentos sobre a desistência do governo americano em sancionar o Brasil com taxas de até 50% e a impensável queda da Lei Magnitsky, o desenrolar dos acontecimentos na geopolítica nos dão pistas de que talvez (só talvez), assessores de Trump tiveram informações privilegiadas sobre os casos Banco Master e INSS. E um dos momentos mais conturbados dos últimos tempos na política brasileira, aproveitando-se da fragilidade das inatituições que encontram-se em descrédito pela população brasileira, vem ele, o gringo, o laranjão, vulgo Trump. Bingo! O “jogo sujo” de peças dos poderes brasileiros não precisaram continuarem a serem atentadamente derrubados. O descobrimento de acontecimentos graves como o contrato de R$ 129 milhões direcionados a esposa do todo poderoso ministro Morais, já está sendo mais que o suficiente pra isso. E não bastassem tais turbulências, chegamos ao assunto da coluna: a consideração de facções do crime organizados como organizações criminosas. Pauta esta que, abre reais precedentes para uma operação militar americana em nosso território.

E atual governo, como vê essa situação? Então… o termo “soberania nacional”, bem como “defesa donestado democrático de direito” têm estado muito em voga últimamente, e têm da mesma forma servido de desculpa tanto pelo Executivo, mas ainda mais pelo Judiciário, para fazerem as maiores barbaridades jurídicas já vistas. E desta vez não seria diferente, Lula está engajado em tentar convencer de que facções e terrorismo não cabem na mesma linha, desconsiderando vários métodos torturosos usados contra dissidentes, denunciantes e demais incômodos a esses grupos, como o que aconteceu com o jornalista Tim Lopes em 2002, quando o jornalista ao fazer uma reportagem investigativa em que denunciava o tráfico de drogas, ao ser descoberto foi colocado dentro de vários pneus e foi ateado fogo com gasolina. Tal método de execução é conhecido como “microondas” pelos criminosos.

E tal tentativa de convencimento de Lula em distanciar as facções do terrorrismo seria pela soberanianou por desconhecimentoa das práticas destes grupos? Eu particularmente não acredito nestas possibilidades e temos de voltar um pouco no tempo para compreender um pouco da mentalidade (isso ainda não considerando um real envolvimento de interesse).

Karl Marx em seus livros “Manifesto do Partido Comunista” (1848) e “O Capital” (1867) nunca viu em coletivos como criminosos, mulheres, negros e homossexuais, a esperança da revolução comunista, até por que tal revolução se daria por armas e estritamente pelo proletariado. Com o passar dos anos, o capitalismo foi evoluindo e a primeira experiência socialista da URSS se mostrando um tanto quanto distante dos devaneios utópicos de Marx, as pautas comunistas passaram a não serem mais tão interessantes assim para grande parte da classe trabalhadora. Com isso, muitos dos intelectuais, teóricos, entusiastas do marxismo encontraram meios e públicos diferentes para a ideologia contar. A Escola de Frankfurt em 1924 e os escritos de Antonio Gramsci na prisão entre 1929 e 1935 deram conta de que a revolução seria mais efetiva se esta fosse lenta e gradativa, por meio da hegemonia cultural, acadêmica e política e nisto, aos poucos foram acrescentados os índivíduos a margem da sociedade como potenciais revolucionários. No Brasil, a iniciativa se deu em 1933 com o PCB. Nos anos 1960/70, a ideia ganhou a forma que conhecemos hoje com a Criminologia Crítica. Nessa fase, estudiosos como Ian Taylor e Jock Young argumentaram que o sistema penal não serve para fazer justiça, mas para controlar as classes baixas. Sendo assim, tal defesa de grupos criminosos é modes operandi da esquerda, e não há nada de ignorância ou ingenuidade ao defender crimonosos, mas sim estratégia de poder e de concentração de massas cativadas pelo discurso carregado de sentimentalismos e carente da pura realidada tal qual ela é.

E o tal “diálogo cabuloso”? Em abril de 2019 a Polícia Federal deflagrou uma conversa entre um integrante de uma facção e outro membro. Na gravação, o sujeito criticava as ações do então ministro da Justiça, Sérgio Moro, e comparava a situação atual com a gestão petista. Ou seja, provavelmente, muito mais que defesa da soberania, afinidade ideológica, ainda por cima, há de ter interresses escusos. Jamais o partido em questão iria por própria vontade deixar de continuar a ter essas conversas cabulosas. Isto já dita o quase inescapável futuro no que tange esse impasse entre os governos Trump e Lula.

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