
Enquanto a Serra Gaúcha já é referência nacional em roteiros adaptados, segurança e hospitalidade para turistas acima de 60 anos, o sul de Santa Catarina ainda engatinha nessa especialidade. Com paisagens únicas nos cânions e um calendário rico em tradições, por que nossa região ainda perde para o vizinho gaúcho? Você sabe qual destino escolheria hoje?
O turismo da melhor idade cresce a passos largos no Brasil. Segundo o IBGE, em 2030 a população idosa ultrapassará a de crianças e adolescentes, e esse público já viaja mais fora de temporada, gasta proporcionalmente mais e busca experiências seguras e culturalmente ricas.
Na Serra Gaúcha, essa tendência foi transformada em estratégia. Gramado e Canela, por exemplo, já oferecem transporte turístico adaptado, hotéis com acessibilidade, calçadas rebaixadas, atrações inclusivas como Mini Mundo, Snowland e Lago Negro, além de roteiros culturais e gastronômicos pensados para visitantes com mobilidade reduzida, conforme pesquisa na Passaporte Acessível, Dicas de Roteiros, Mala Pronta Gramado.
No sul de SC, apesar da força do turismo de natureza e cultura — como o Parque Nacional de Aparados da Serra, festas religiosas, gastronomia açoriana e vinhos de altitude — o estudo de Liliana Selau (Turismo na Terceira Idade, 2023) revela fragilidades: 75% dos empresários não têm dados sobre turistas sêniores, a infraestrutura apresenta lacunas de acessibilidade e poucos produtos são planejados para o público 60+. Ainda assim, 62,5% dos entrevistados reconhecem o segmento como oportunidade para reduzir a sazonalidade e ampliar a receita anual.
Tabela Comparativa — Sul de SC X Serra Gaúcha
| CRITÉRIO | SUL DE SANTA CATARINA
(dados TCC e fontes oficiais) |
SERRA GAÚCHA
(Gramado e Canela — fontes confiáveis) |
| Dados sobre público 60+ | 75% do trade não possui pesquisas específicas; levantamento informal. | Pesquisas anuais do trade e órgãos municipais; relatórios sobre perfil e demanda. |
| Infraestrutura acessível | Rampas e banheiros adaptados limitados; transporte turístico sem padrão de acessibilidade. | Transporte público e turístico com elevadores; calçadas adaptadas; ampla oferta de hotéis e atrações acessíveis. |
| Capacitação do trade | Treinamentos pontuais; falta de guias especializados para terceira idade. | Guias certificados com experiência; treinamentos regulares em acessibilidade e atendimento especializado. |
| Oferta de roteiros | Forte no ecoturismo e turismo religioso, mas sem roteiros completos adaptados. | Roteiros gastronômicos, culturais e religiosos adaptados; baixa exigência física; programação sazonal. |
| Promoção e divulgação | Baixa segmentação para 60+; pouca presença digital direcionada. | Campanhas voltadas para “turismo sênior” com foco em segurança, conforto e cultura. |
A decisão por escolha
O sul de SC tem tudo para transformar o turismo da melhor idade em diferencial competitivo: natureza exuberante, cultura viva, gastronomia farta e clima agradável fora de temporada. Mas, para isso, precisa fazer o que a Serra Gaúcha já fez há mais de uma década: conhecer o perfil de seus visitantes, adaptar sua infraestrutura, capacitar profissionais e criar experiências sob medida.
Antes de contratar, busque perfis no Instagram e Facebook, leia avaliações, veja se o profissional compartilha dicas de segurança e informações claras sobre os roteiros. Pergunte sobre adaptações, transporte, ritmo de passeio e locais de descanso.
Assim, você garante uma viagem mais segura, enriquecedora e confortável — e ainda contribui para que o potencial turístico da nossa região deixe de ser promessa e se torne realidade.
Uma lição e dica profunda:
E ao visitante, fica o conselho mais valioso: escolha sempre viajar com um guia de turismo cadastrado no Cadastur e com experiência em atender a melhor idade.
LEMBRE-SE: Agora em Santa Catarina já é Lei a contratação de um Guia de Turismo com Cadastur. Consulte a Lei nº 19.382 / 24‑07‑2025 – SC.
Até a próxima matéria !!



